quarta-feira, 22 de maio de 2019

Resenha: Cidade dos Etéreos - Ransom Riggs.



Título: Cidade dos Etéreos.
Autor(a): Ransom Riggs.
Editora: Intrínseca.
Páginas: 384
Ano de lançamento: 2016.


Sinopse: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares. Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época — tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.




Cidade dos Etéreos começa exatamente onde o primeiro livro acaba. Diferente do primeiro volume da trilogia, na trama de Cidade dos Etéreos, muitas reviravoltas acontecem, levando o leitor a passar sufoco junto com as crianças peculiares. 

Jacob acaba indo a Londres, levando os peculiares consigo. A viagem que já começa atordoada, passa a ser uma verdadeira missão de sobrevivência. Com muitos acólitos e etéreos pela frente, o grupo caminha em meio a segunda guerra, tendo que lidar não só com os horrores do mundo peculiar mas também com as atrocidades humanas. 

O começo do livro é um pouco devagar, mas com o caminhar da história, acabamos nos prendendo ao grupo e torcendo para que eles consigam se salvar. 

Novos personagens são inseridos na história, deixando a trama ainda mais gostosa e rica em detalhes. As imagens da edição deixam tudo ainda mais fascinantes, aflorando a criatividade do leitor. 

Apesar do primeiro livro e de sua adaptação (péssima!) para o cinema parecerem bem infantis, nesse segundo livro, conseguimos observar um amadurecimento de Jacob e do grupo como um todo, apesar de se tratar de crianças e adolescentes. 

Um romance meia-tigela também está incluso na obra, o que, particularmente, não me comoveu muito. Não é o tema principal do livro (ainda bem) e acaba sendo um enredo secundário, não tendo muita importância. Apesar de eu não ter me envolvido muito no suposto "relacionamento", não é algo que estrague a trama. 

O terceiro volume já está me esperando e estou ansiosa para saber como os peculiares conseguirão salvar-se e voltar a sua vida na fenda temporal. 



sexta-feira, 17 de maio de 2019

É sobre ser.




É sobre sentir, saber que não tem nada demais, mas ter algo ali, naquele momento, dentro de si, em algum lugar. 

É sobre não saber explicar ou não ter explicação, simples assim. Não se entender, ver quantas vezes se perdeu dentro de tantos pensamentos e sentimentos, que nunca mais se achou.

É sobre sonhar e ter sonos perturbados por uma imaginação extremamento fértil, abundante, inflada por livros e gostos peculiares. 

É sobre ter medos estranhos, dos quais os outros seres humanos vão rir. É rir desses medos mas não deixar de teme-los.

É sobre ser ar, perde-lo e se preocupar em respirar quando se afogar em tantas preocupações aparentemente bobas. 

É ouvir MPB e se perguntar porquê não nasceu na melhor época da música brasileira. É gostar de se entregar as melodias que penetram os ouvidos e vão direto á alma. 

É sobre florescer em chão de asfalto, ver cor onde não tem. Gostar mais de salgado a doce, mas não resistir a doces vozes.

É sobre sorrir para os próprios demônios, matar um leão por dia, acordar pensando nos perrengues que vai passar.

É sobre ser, estar, pensar, melhorar. Viver e renascer todos os dias, num ciclo contato a dedo. Entender que ser único é a graça se ser.



Texto originalmente publicado em: Dona Lua.




terça-feira, 16 de abril de 2019

Resenha: Mulher-Maravilha: Sementes da Guerra. - Leigh Bardugo


Esqueça tudo que você já ouviu falar da Mulher Maravilha. Em "Sementes da Guerra", Diana é apenas uma jovem tentando mostrar seu valor a sua mãe e suas irmãs.

Após sair de uma corrida para salvar a garota Alia de um naufrágio, Diana nem imagina que está colocando sua ilha em jogo. Tesmicira começa a adoecer com a presença da garota que é mais uma da linhagem da sementes da guerra.

Após consultar um oráculo e perceber a gravidade da situação, Diana sai da ilha das Amazonas pena primeira vez e se aventura no mundo moderno, tendo a Grécia como destino.

O livro me prendeu muito. Desde as primeiras páginas já têm ação e aventura, o que eu particularmente, gosto muito. Vi muitas pessoas criticando o livro por ser uma história mais adolescente, já que as protagonistas tem entre 16 e 18 anos, porém o livro, além da aventura, passa muitas mensagens que são assuntos atuais como preconceito, racismo, homofobia e por aí vai.

Diana se pega em um mundo completamente diferente do seu, tendo que seguir firme e confiar em pessoas que nunca viu antes. A aliança com Alia pode ser perigosa e acabar com as Amazonas, mas Diana não tem como se livrar do problema sem encara-lo.

A Mulher-Maravilha que conhecemos ainda está por vir e não demonstra toda a confiança como no filme, por exemplo. O crescimento de Diana é acompanhado pelo leitor e esse foi um dos motivos pelos quais o livro me prendeu.

A obra faz parte de série literária da DC, que também tem edições com Batman, Mulher-Gato e Superman. Todos escritos por autores aclamados pela crítica.

Eu gostei muito da história e indico principalmente para quem tem a mente aberta e não se prende aos personagens de cinema, pois como já citei, nesse livro vemos uma Diana totalmente diferente.


Ansiosa para ler outras obras de mesmo gênero.

Nos acompanhe no Instagram @thataressacaliteraria. Bjs


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Resenha: Mosquitolândia - David Arnold

Título: Mosquitolândia
Título Original: Mosquitoland
Autor(a): David Arnold
Tradutor(a): Alyne Azuma
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Ano de lançamento: 2015
Onde comprar: AmazonSaraiva, e Submarino
Sinopse: "Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Mississippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar de sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demônios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. Com uma narrativa caleidoscópica e inesquecível, 'Mosquitolândia' é uma odisseia contemporânea, uma história sobre as dificuldades do dia a dia e o que fazemos para enfrentá-las."


"Uma coisa só tem validade depois que é dita em voz alta."

Mary Iris Malone, ou Mim, é uma adolescente depressiva que já sofreu todas as possíveis catástrofes imagináveis. Vivendo em Jackson no Mississipi junto com seu pai e sua madrasta, as coisas só pioram estando à 1.524 Km de distância da sua mãe. Sentindo-se sozinha e deslocada em sua própria casa, teve a brilhante ideia de fugir rumo a uma jornada de aceitação, autodescoberta e claro, ao encontro de sua mãe em Cleveland, Ohio. 

"Sou uma coleção de esquisitices, um circo de neurônios e elétrons: meu coração é o dono do circo; minha alma, o trapezista, e o mundo, minha plateia. Parece estranho porque é estranho, e é estranho porque sou estranha."

"Esta é a questão da vida: você não sabe quanto tempo tem até morrer, e, até lá, não vai saber muito de nada."

Sua viagem começa em um ônibus onde novos personagens são inseridos na trama e se tornam de extrema importância na mesma, são eles: Carl, o motorista; Arlene, uma senhora com cheiro de manteiga; o Homem do Poncho que causa repúdia; Walt o garoto mais doce do mundo e que possui Síndrome de Down; Caleb que é um possível psicopata; e Beck, o simpático garoto da câmera que vai conquistar o coração de Mim e a ajudará em sua jornada. Cada um possui sua própria história e está em busca de algo que somos capazes de descobrir graças à nossa protagonista.

"... sou obrigada a admitir: esse garoto não tem absolutamente nada neste mundo, e olha como parece feliz. Sem família? Sem amigos? Sem casa? Sem problemas. Ei, oi, ele é Walt, está vivo, e isso já é suficiente. Diante dessa situação, meus problemas de repente parecem adolescentes demais. Como uma criança mimada fazendo birra e exigindo um brinquedo caro."

"Desenvolvi uma teoria que gosto de chamar de 'Princípio da Dor'. Basicamente é: a dor torna as pessoas quem elas são."

Podemos acompanhar tudo através das paradas inusitadas de Mim durante o caminho, seus pensamentos e reflexões sobre o passado e cartas destinadas a alguém chamada Isabel, ou seja, uma verdadeira mistura das situações mais inusitadas e esquisitas que poderiam acontecer. Juntos, enfrentarão perigos e descobrirão o verdadeiro significado de amizade, tornando tudo mais leve e suportável. 

"De todo jeito, você devia escrever. É melhor do que sucumbir à loucura do mundo."


"E, mesmo que seja críptico e um pouco estranho, às vezes críptico e um pouco estranho são melhores que se submeter ao sistema."

É uma história de partir o coração, nos faz rir, chorar e sentir um misto de emoções, no fim eu só sabia chorar. Usando como pano de fundo uma família problemática, é um livro que possui enorme carga emocional ao lidar com a vida de uma adolescente e tudo que nela é refletido, assim como questões importantes que podem afetar toda uma vida. Diversos assuntos são abordados como: depressão, amizade, homossexualidade, abuso sexual e problemas psicológicos sem perder a essência do livro e o foco central. 

"E juro que, quanto mais vivo, menos as coisas fazem sentido."

No início foi uma leitura arrastada, que não me prendeu muito, mas logo depois de umas 50 páginas a história se tornou extremamente fluída. Acredito que isto se deve ao fato de ser um livro bem denso e que precisa de atenção para ser entendido e absorvido. Apesar de tudo, não há do que se arrepender se decidir embarcar em Mosquitolândia, foi uma grata surpresa e enorme dificuldade para escrever a resenha e conseguir passar para vocês tudo que acredito ser importante sem soltar algum spoiler da trama.

"E, por mais simples que pareça, acho que entender quem você é - e quem não é - é a coisa mais importante de todas as Coisas Importantes."

"Em reumo, sou cento e dez por cento anomalia, mais uns trinta e três por cento espírito independente e sete por cento gênio do pensamento livre. Minha soma total é cento e cinquenta por cento, mas isso já era de se esperar, sendo eu uma anomalia viva e pensante. É isso aí!"

"... acredito que existem pessoas cujo único propósito na vida é mostrar ao restante de nós o que não fazer."

Sobe a parte estética, o livro está bem caprichado, a capa condiz com a obra, as páginas são amarelas, a fonte de tamanho confortável para leitura e com boa diagramação. Esse é um daqueles livros que todos deveriam ler. Recomendo fortemente! 


"Câmbio e desligo,
Mary Iris Malone,
Ilhada em Mim Mesma."


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Resenha: Os Contos de Beedle, O Bardo - J. K. Rowling

Título: Os Contos de Beedle, O Bardo
Título Original: The Tales of Beedle the Bard
Autor(a): J. K. Rowling
Tradutor(a): Lia Wyler
Editora: Rocco
Páginas: 107
Ano de lançamento: 2008
Onde comprar: Lojas Americanas e Submarino
Sinopse: Para a alegria de todos os fãs, os livros citados em toda a saga de Harry Potter, saíram das Bibliotecas da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e estão à venda em nosso mundo, esperando para fazer parte da sua coleção.
Neste volume, que aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente do mestre Dumbledore para Hermione, reúne textos escritos e ilustrados por J.K. Rowling.
Os Contos de Beedle, o Bardo comprova mais uma vez o talento de J. K. Rowling para transportar o leitor para o seu universo mágico e único. Pegue sua vassoura, alguns galeões e vá buscar o seu!


“Os contos de Beedle, O Bardo” é um dos livros que fazem parte da Biblioteca de Hogwarts e nos traz cinco contos de fada do universo bruxo, sendo eles: O Bruxo e o Caldeirão Saltitante; A fonte da Sorte; O coração peludo do Mago; Babbitty, a coelha e seu toco gargalhante; e O Conto dos Três Irmãos.


"...são mulheres que tomam o destino em suas mãos, em vez de tirar um longo cochilo ou esperar que alguém lhes devolva o sapatinho perdido"

Os contos abordam diversos temas importantes como: coragem, astúcia, preconceito, amor, medo, bondade, caráter, sabedoria, humildade e inteligência. Cada conto possui uma lição e vai desde mostrar que a mágica pode resolver mas também causar problemas, ou até mesmo não ter efeito, até falar sobre a morte. Além de, para nossa alegria, contar com comentários ao fim escritos por Dumbledore e notas no rodapé escritas pelo própria J. K. Rowling esclarecendo alguns termos usados no livro.


"Não há um único bruxo ou bruxa no mundo cujo sangue não tenha se misturado ao de trouxas, e, assim sendo, devo considerar ilógica e imoral a remoção de obras que tratem do assunto do acervo de conhecimentos dos nossos alunos."

É um livro para amenizar a saudade do universo de HP mas na verdade só nos faz ter vontade de reler todos os volumes. Um ótimo passatempo e super recomendado!


"Somente interfira com os mistérios mais profundos - a origem da vida, a essência do eu - se estiver preparado para enfrentar as consequências mais extremas e perigosas."

PS:Não falei ou vou falar sobre cada conto pois a mágica do livro é exatamente esta, conhecer cada um no decorrer do livro e onde/quando se encaixou na trama de Harry Potter.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Resenha: Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica - Derico Sciotti


Título: Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica
Autor(a): Derico Sciotti
Editora: Planeta
Páginas: 173
Ano de lançamento: 2010
Sinopse: Derico é uma dessas figuras conhecidas de todos antenados com o mundo do entretenimento. Há mais de 20 anos, ele é o "assessor de assuntos aleatórios" do Programa do Jô. Não há quem nunca o tenha visto. O que pouca gente sabe é que o famoso saxofonista também é um ótimo escritor. E escritor de humor de primeira. Suas tiradas neste Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica são impagáveis, e a história é tão maluca que o melhor é deixar ele mesmo falar sobre o livro: "Essa história estava na minha cabeça há anos... sempre falava que ia escrever um livro sobre um cara que se exercitava tanto que literalmente viajava na maionese".


“Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica” vai contar a história de Miguel, mais conhecido como Mig, que depois de ser traído pela namorada, perder o emprego e abandonar sua carreira no esporte que mais gostava está largado em casa levando uma vida miserável. Tendo um único amigo, Gilson é o motivo de Mig ainda sair de casa, mesmo que forçado, e conhecer algumas pessoas.

"Os sonhadores são como os pássaros, voam ao sabor dos ventos!"

Com isso, Mig percebe que precisa agir e mudar seu estilo de vida, começa com exercícios em sua ergométrica que até então só servia de cabideiro. Porém, uma coisa muito estranha tende a acontecer: atingindo 20 minutos de treino Mig viaja no tempo e se vê em situações cotidianas com personalidades mundialmente conhecidas e/ou em fatos importantes da história. Só tem um problema, Mig não faz ideia de como vai parar nesses lugares/situações e nem mesmo Gilson acredita nele.

" - Paris, Florença, Babilônia, Império Asteca... nada a ver uma com a outra! Começo do século XX, Renascimento, depois do século VI a. C., agora 1519... também nada a ver!"

É um livro ótimo para se passar o tempo além de ser bem diferente do que costumo ler. Possui ótimas informações sobre história, mesmo que de forma descontraída e várias ilustrações bem bacanas. O final deixou um pouco a desejar mas não deixou de ser uma leitura prazerosa graças a linguagem de fácil entendimento. A parte estética do livro ficou bem caprichada, a letra é grande e as páginas brancas acabam não atrapalhando na hora da leitura.

"...Quem é mais louco, né? O cara que está lá em cima vendo ou o cara que fez isso aqui embaixo?"

E para quem não conhece o autor. Derico Sciotti é saxofonista do Jô Soares.
Espero que tenham gostado, um beijo e um queijo ;*

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Resenha: Corte de Gelo e Estrelas - Sarah J. Maas


Título: Corte de Gelo e Estrelas
Título Original: A Court of Frost and Starlight
Série: Corte de Espinhos e Rosas (3.5)
Autor(a): Sarah J. Maas
Tradutor(a): Mariana Kohnert
Editora: Galera
Páginas: 237
Ano de lançamento: 2018

Sinopse: "O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas. Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha. Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem. Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte."

Aos amantes de ACOTAR, só digo uma coisa: leiam!

"Não era à toa que o primeiro governante da Corte Noturna tinha tornado aquela sua insígnia. Junto com as três estrelas que só apareciam por um breve período do ano, emoldurando o pico mais alto de Ramiel como uma cora."
“Corte de Gelo e Estrelas” é um spin-off da série que foi super bem-vindo (apesar de concordar que muitos autores fazem livros assim somente para ganhar mais dinheiro). É um livro neutro, sem muitos acontecimentos marcantes porém suficiente para nos fazer matar a saudade do universo de Corte.  


" - Não crio ilusões. O dia em que você me agradecer qualquer coisa, (...), será o dia em que os fogos incandescentes do inferno gelarão
- Poético."
A história se passa logo após o final do terceiro livro e somos capazes de conhecer a perspectiva de cada um dos personagens (inclusive Rhysand), como a guerra os afetou e também como os uniu ainda mais. A reconstrução da Corte dos Sonhos, o equilíbrio que ainda é necessário em Prythian com a destruição da muralha, o aniversário de Feyre e os preparativos para o primeiro Solstício de Inverno como Grã-Senhora da Corte Noturna.


"Nesses meses, o 'e se' me assombrava. Todos os 'e se' dos quais tínhamos escapado por tão pouco."
Várias pontas continuaram soltas mas encontramos alguns possíveis ganchos para futuros livros da série (ouvi um amém?!). Nestha continua sendo a irmã orgulhosa demais para aceitar os fatos, mas nesse livro conseguimos a entender apesar de ter passado raiva em alguns momentos. A evolução de Elain é gritante, e continuo com o coração dividido entre Azriel e Cassian. Um pequeno detalhe, também temos uma aparição de Tamlin, o que só prova que Sarah quis mostrar todos os lados da destruição pós guerra.


"- Apenas seja paciente. Tudo vai se resolver. Sempre se resolve."
Sobre a parte estética, como sempre foi a primeira coisa que me cativou. A editora caprichou e conseguiu trazer à tona a mensagem do livro só com a capa (a trama se passa bem quando o inverno chega às cortes). As fontes são de ótimo tamanho e fonte para leitura, cada capítulo é iniciado por uma pequena ilustração de floco de neve e as páginas são amarelas.
" - À abençoada escuridão da qual nascemos e para a qual voltamos."
Sarah continua nos envolvendo por inteiro em suas histórias e nos fazer ansiar por mais ao fim. Recomendo de olhos fechados!
"Deixe este mundo um lugar melhor do que o encontrou."