quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Resenha: Os Contos de Beedle, O Bardo - J. K. Rowling

Título: Os Contos de Beedle, O Bardo
Título Original: The Tales of Beedle the Bard
Autor(a): J. K. Rowling
Tradutor(a): Lia Wyler
Editora: Rocco
Páginas: 107
Ano de lançamento: 2008
Onde comprar: Lojas Americanas e Submarino
Sinopse: Para a alegria de todos os fãs, os livros citados em toda a saga de Harry Potter, saíram das Bibliotecas da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e estão à venda em nosso mundo, esperando para fazer parte da sua coleção.
Neste volume, que aparece em Harry Potter e as Relíquias da Morte como um presente do mestre Dumbledore para Hermione, reúne textos escritos e ilustrados por J.K. Rowling.
Os Contos de Beedle, o Bardo comprova mais uma vez o talento de J. K. Rowling para transportar o leitor para o seu universo mágico e único. Pegue sua vassoura, alguns galeões e vá buscar o seu!


“Os contos de Beedle, O Bardo” é um dos livros que fazem parte da Biblioteca de Hogwarts e nos traz cinco contos de fada do universo bruxo, sendo eles: O Bruxo e o Caldeirão Saltitante; A fonte da Sorte; O coração peludo do Mago; Babbitty, a coelha e seu toco gargalhante; e O Conto dos Três Irmãos.


"...são mulheres que tomam o destino em suas mãos, em vez de tirar um longo cochilo ou esperar que alguém lhes devolva o sapatinho perdido"

Os contos abordam diversos temas importantes como: coragem, astúcia, preconceito, amor, medo, bondade, caráter, sabedoria, humildade e inteligência. Cada conto possui uma lição e vai desde mostrar que a mágica pode resolver mas também causar problemas, ou até mesmo não ter efeito, até falar sobre a morte. Além de, para nossa alegria, contar com comentários ao fim escritos por Dumbledore e notas no rodapé escritas pelo própria J. K. Rowling esclarecendo alguns termos usados no livro.


"Não há um único bruxo ou bruxa no mundo cujo sangue não tenha se misturado ao de trouxas, e, assim sendo, devo considerar ilógica e imoral a remoção de obras que tratem do assunto do acervo de conhecimentos dos nossos alunos."

É um livro para amenizar a saudade do universo de HP mas na verdade só nos faz ter vontade de reler todos os volumes. Um ótimo passatempo e super recomendado!


"Somente interfira com os mistérios mais profundos - a origem da vida, a essência do eu - se estiver preparado para enfrentar as consequências mais extremas e perigosas."

PS:Não falei ou vou falar sobre cada conto pois a mágica do livro é exatamente esta, conhecer cada um no decorrer do livro e onde/quando se encaixou na trama de Harry Potter.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Resenha: Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica - Derico Sciotti


Título: Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica
Autor(a): Derico Sciotti
Editora: Planeta
Páginas: 173
Ano de lançamento: 2010
Sinopse: Derico é uma dessas figuras conhecidas de todos antenados com o mundo do entretenimento. Há mais de 20 anos, ele é o "assessor de assuntos aleatórios" do Programa do Jô. Não há quem nunca o tenha visto. O que pouca gente sabe é que o famoso saxofonista também é um ótimo escritor. E escritor de humor de primeira. Suas tiradas neste Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica são impagáveis, e a história é tão maluca que o melhor é deixar ele mesmo falar sobre o livro: "Essa história estava na minha cabeça há anos... sempre falava que ia escrever um livro sobre um cara que se exercitava tanto que literalmente viajava na maionese".


“Volta ao mundo numa bicicleta ergométrica” vai contar a história de Miguel, mais conhecido como Mig, que depois de ser traído pela namorada, perder o emprego e abandonar sua carreira no esporte que mais gostava está largado em casa levando uma vida miserável. Tendo um único amigo, Gilson é o motivo de Mig ainda sair de casa, mesmo que forçado, e conhecer algumas pessoas.

"Os sonhadores são como os pássaros, voam ao sabor dos ventos!"

Com isso, Mig percebe que precisa agir e mudar seu estilo de vida, começa com exercícios em sua ergométrica que até então só servia de cabideiro. Porém, uma coisa muito estranha tende a acontecer: atingindo 20 minutos de treino Mig viaja no tempo e se vê em situações cotidianas com personalidades mundialmente conhecidas e/ou em fatos importantes da história. Só tem um problema, Mig não faz ideia de como vai parar nesses lugares/situações e nem mesmo Gilson acredita nele.

" - Paris, Florença, Babilônia, Império Asteca... nada a ver uma com a outra! Começo do século XX, Renascimento, depois do século VI a. C., agora 1519... também nada a ver!"

É um livro ótimo para se passar o tempo além de ser bem diferente do que costumo ler. Possui ótimas informações sobre história, mesmo que de forma descontraída e várias ilustrações bem bacanas. O final deixou um pouco a desejar mas não deixou de ser uma leitura prazerosa graças a linguagem de fácil entendimento. A parte estética do livro ficou bem caprichada, a letra é grande e as páginas brancas acabam não atrapalhando na hora da leitura.

"...Quem é mais louco, né? O cara que está lá em cima vendo ou o cara que fez isso aqui embaixo?"

E para quem não conhece o autor. Derico Sciotti é saxofonista do Jô Soares.
Espero que tenham gostado, um beijo e um queijo ;*

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Resenha: Corte de Gelo e Estrelas - Sarah J. Maas


Título: Corte de Gelo e Estrelas
Título Original: A Court of Frost and Starlight
Série: Corte de Espinhos e Rosas (3.5)
Autor(a): Sarah J. Maas
Tradutor(a): Mariana Kohnert
Editora: Galera
Páginas: 237
Ano de lançamento: 2018

Sinopse: "O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas. Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha. Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem. Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lidando com os horrores do passado recente, e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte."

Aos amantes de ACOTAR, só digo uma coisa: leiam!

"Não era à toa que o primeiro governante da Corte Noturna tinha tornado aquela sua insígnia. Junto com as três estrelas que só apareciam por um breve período do ano, emoldurando o pico mais alto de Ramiel como uma cora."
“Corte de Gelo e Estrelas” é um spin-off da série que foi super bem-vindo (apesar de concordar que muitos autores fazem livros assim somente para ganhar mais dinheiro). É um livro neutro, sem muitos acontecimentos marcantes porém suficiente para nos fazer matar a saudade do universo de Corte.  


" - Não crio ilusões. O dia em que você me agradecer qualquer coisa, (...), será o dia em que os fogos incandescentes do inferno gelarão
- Poético."
A história se passa logo após o final do terceiro livro e somos capazes de conhecer a perspectiva de cada um dos personagens (inclusive Rhysand), como a guerra os afetou e também como os uniu ainda mais. A reconstrução da Corte dos Sonhos, o equilíbrio que ainda é necessário em Prythian com a destruição da muralha, o aniversário de Feyre e os preparativos para o primeiro Solstício de Inverno como Grã-Senhora da Corte Noturna.


"Nesses meses, o 'e se' me assombrava. Todos os 'e se' dos quais tínhamos escapado por tão pouco."
Várias pontas continuaram soltas mas encontramos alguns possíveis ganchos para futuros livros da série (ouvi um amém?!). Nestha continua sendo a irmã orgulhosa demais para aceitar os fatos, mas nesse livro conseguimos a entender apesar de ter passado raiva em alguns momentos. A evolução de Elain é gritante, e continuo com o coração dividido entre Azriel e Cassian. Um pequeno detalhe, também temos uma aparição de Tamlin, o que só prova que Sarah quis mostrar todos os lados da destruição pós guerra.


"- Apenas seja paciente. Tudo vai se resolver. Sempre se resolve."
Sobre a parte estética, como sempre foi a primeira coisa que me cativou. A editora caprichou e conseguiu trazer à tona a mensagem do livro só com a capa (a trama se passa bem quando o inverno chega às cortes). As fontes são de ótimo tamanho e fonte para leitura, cada capítulo é iniciado por uma pequena ilustração de floco de neve e as páginas são amarelas.
" - À abençoada escuridão da qual nascemos e para a qual voltamos."
Sarah continua nos envolvendo por inteiro em suas histórias e nos fazer ansiar por mais ao fim. Recomendo de olhos fechados!
"Deixe este mundo um lugar melhor do que o encontrou."

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Resenha: Lute Como Uma Garota - 60 Feministas que Mudaram o Mundo. - Laura Barcella.




Título: Lute Como Uma Garota – 60 feministas que mudaram o mundo.
Autor(a): Laura Barcella.
Editora: Cultrix.
Páginas: 367.
Ano de lançamento: 2018.


Sinopse: Estamos vivendo novos tempos: a discussão sobre os direitos das mulheres não se concentra mais em grupos específicos e a luta feminista amplia seu debate na sociedade. Da violência contra a mulher à cultura do estupro, uma série de questões é tema de conversas frequentes na mídia e nas redes sociais. Mas como chegamos até aqui? Quem nos ajudou nessa trajetória? Lute como uma Garota reúne o perfil de figuras importantes da militância feminista, abrangendo das pioneiras do século XVIII às estrelas pop dos dias de hoje, como Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Oprah Winfrey e Madonna, além de nomes essenciais da luta no Brasil, apresentando um pouco de nossa história. Com prefácio de Mary Del Priore, apresentação de Nana Queiroz e todo ilustrado, Lute como uma Garota mostra a força das mulheres.


Se eu tivesse que resumir este livro em uma palavra, seria: inspirador. Em “Lute Como Uma Garota – 60 feministas que mudaram o mundo.” Laura Barcella e Fernanda Lopes contam pequenas biografias de mulheres incríveis, que de alguma forma, mostraram para o mundo o poder feminino, que durante muitos anos foi oprimido – e ainda luta por reconhecimento.

As ilustrações de Carolina Mylius enfeitam as páginas, com a delicadeza e precisão dos traços, entrelaçando perfeitamente com a escrita da obra.


“Você também pode ser heroica. Porque ser uma mulher que transforma o mundo hoje, não exige nada menos que heroísmo.” – Nana Queiroz, jornalista e escritora.

Cada figura escolhida recebeu um espaço especial destinado a sua história de vida, seu legado, país de origem, o porquê do merecimento e suas grandes realizações, além suas citações, que não passam despercebidas e nos inspiram. A Maioria das mulheres também foram homenageadas com ilustrações.

No tempo em que vivemos, onde o feminismo está mais forte do que nunca e buscando ainda mais pelo seu espaço, Lute Como Uma Garota, como o título já sugere, chega para nos lembrar que foi preciso muita luta para a mulher chegar até aqui. Seja na ciência, na política, na família, no mercado profissional e em tantos outros aspectos. Vários ícones femininos bateram pé e usaram toda sua coragem para garantir os direitos que temos hoje.

Mulheres inspiradoras e a frente de sua época deram vida a obra que emociona. Cada uma com sua história, seus valores, mostrando que uma simples garota pode sim, mudar o mundo e ser quem quiser.

Nomes conhecidos como Frida Kahlo, Beyoncé e Malala estão na lista de mulheres que ganharam espaço no livro. Algumas informações sobre a vida pessoal de algumas mulheres surpreendem (Frida por exemplo, ficou décadas com o mesmo homem, mas nunca assumiu compromisso com ele e se relacionava com outras pessoas, homens e mulheres).

Fiquei muito intrigada com histórias de mulheres que até então, eu não conhecia. Várias delas sofreram todo tipo de violência. Física, psicológica, emocional. Todas enfrentaram barreiras, a maioria, humilhação. Porém, nenhuma abaixou a cabeça.

“Acabo de decidir: quando alguém disser que você não pode fazer alguma coisa, faça mais ainda.” – Faith Ringgold.

O livro aborda assuntos sérios de uma forma leve e fluída. A escritora é bem objetiva e explica com clareza detalhes da vida que essas mulheres levaram.

A edição brasileira ganhou mais 15 biografias de brasileiras que contribuíram para a história do nosso país. Clarice Lispector e Pagu estão entre elas.

A obra, além de conter muita informação e contribuir também para a história, mostra como a busca por direitos e igualdade nasceu há séculos e ainda não acabou. Uma oportunidade encantadora de mostrar ao mundo o verdadeiro legado das feministas e como o termo carrega sangue e coragem de muitas mulheres.

Ser mulher é uma batalha. E estas são as mulheres que foram à luta para tentar mudar isso.

Indico a leitura a todos, sem restrições. 

Nos acompanhem no Instagram e no facebook. Beijoxxxx. 



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Resenha: Como o soldado conserta o gramofone - Saša Stanišic.





Título: Como O Soldado Conserta o Gramofone.
Autor(a): Saša Stanišic.
Editora: Record.
Páginas: 332.
Ano de lançamento: 2009.
Onde comprar: Saraiva.

Sinopse: O bósnio Saša Stanišic fugiu da guerra ainda criança. Com o passar dos anos, na vida nova construída em Alemanha, apagou as memórias da infância. Para resgatar esse tempo, um passado de guerra, abandono e destruição ele cria Aleksandar, narrador de seu romance de estréia como o soldado conserta o gramofone. Ficção com notas autobiográficas que prova que as guerras podem destruir tudo, menos a imaginação.Sucesso absoluto de crítica, o livro ficou entre os seis finalistas do Prêmio Livro Alemão do Ano (Deutscher Buchpreis) de 2006 — o mais importante da Alemanha — e ganhou diversos prêmios, entre os quais se destacam o prêmio do público no Concurso Ingeborg Bachmann e, em 2008, o Adelbert Van Chamisso e o Heimito-von-Doderer. (...)



O enredo se volta para a guerra da Bósnia, um fato histórico nem tão antigo assim, que aconteceu nos anos 90. O autor, Sacha Stanichitchi, nasceu em 1978 na cidade de Visigradi (na antiga Iugoslávia, onde hoje é a Bósnia) e aos 14 anos teve que se mudar para a Alemanha por causa da guerra. 

Com todas as lembranças da sua antiga vida, Sacha cria Aleksander, o protagonista do livro.

Logo no começo do livro Aleksander nos conta um pouco sobre sua família, sua casa e também sobre o lugar onde vive. Aleksander é muito apegado ao avô que é um grande contador de histórias. Vovô Slakvo da ele um chapéu de mágico e uma varinha de condão, para que a fantasia e a magia dos contos nunca acabe.


O avô acaba morrendo na frente dele. Enquanto a avó se desespera, chora, grita, Aleksander pensa que vai conseguir trazer o avô a vida quando encontrar sua varinha. A primeira decepção acontece quando ele percebe que o avô não vai voltar. 

Algum tempo depois acontece uma série de conflitos e irregularidades políticas que resultaram na desintegração da Iugoslávia, que até então era um país comunista e acabou sendo dividido em seis países. Após essa divisão houve uma disputa por terrar e outros conflitos, onde os sérvios invadiram várias cidades e criaram a guerra, causando um verdadeiro cenário de filme de terror. Muitas pessoas foram mortas e abusadas nesse período, fora a crise econômica que acabou fazendo muitas famílias passarem fome. 




É no meio desse desastre que Aleksander foge junto com os pais para a Alemanha. Tendo sua infância brutalmente arrancada, o garoto acaba usando a poesia e a literatura como refúgio. Aleksander recebe uma caixa com coisas diversas de sua infância e decide escrever um livro usando suas lembranças.  O personagem então acaba escrevendo um livro, dentro do livro, intitulado “quando tudo era bom” dedicado a memória do avô. 

No livro ele cita um sorvete do qual ele gostava muito. Fala também de uma amizade que ele fez com um italiano, de um campeonato de pesca que ele participou pouco antes de ter que sair do país, entre outras coisas. Também cita um pouco sobre uma menina que ele conheceu dentro de um porão quando ele estava se escondendo com a família, porém ele não sabe mais para onde essa menina foi e acaba escrevendo cartas a ela, como um amor platônico. 

Na última parte do livro ele volta na sua terra natal para ver a avó que não quis ir para a Alemanha com o restante dos familiares, e também para ir ao túmulo do avô. No entanto ele encontra a cidade totalmente destruída. 


Apesar da guerra ter acontecido na década de 90, ainda é um tema muito atual porque nos faz pensar em todas as famílias que atualmente são obrigadas a se refugiar, deixando tudo pra trás para evitar a morte. Essa guerra não foi muito bem resolvida e até hoje existem conflitos na região onde era Iugoslávia.

Não é um livro muito fácil de resenhar. A leitura, apesar de simples, é meio confusa, como os pensamentos de uma criança. Não são como os livros de literatura clássica. A narrativa é suave e ao mesmo tempo trágica, em algumas vezes o autor descreve os acontecimentos de uma forma bem singela, mostrando como as atrocidades da guerra mudam a realidade das pessoas, principalmente das crianças. 



Sasa consegue mesclar poesia com dor. O protagonista, com a ingenuidade, nos mostra o dia a dia de um refugiado, que precisa se adaptar a sua nova realidade, sem perder sua essência. 

Eu indico o livro para quem gosta de narrativa detalhada e calma, porque em alguns momentos o livro é arrastado mas não chega a ser chato. Acredito que seja a forma do autor de escrever.

“Como O Soldado Conserta o Gramofone” foi traduzido para mais de 20 países e ganhou vários prêmios. Outra curiosidade que e achei muito legal, foi o livro ter sido adaptado para peça de teatro na cidade de Graz na Áustria. 

Foi uma experiência boa para mim, pois eu só tinha lido “O Menino do Pijama Listrado” até hoje com tema de guerra. Apesar de ser um tema pesado, vale a pena tanto para quem gosta da história do mundo, por ser um livro baseado em fatos reais, quanto para quem curte esse lado mais melancólico da poesia. 

Bom, esta foi a minha resenha. Não esqueça de nos acompanhar no Facebook e nos instagrans @thataressacaliteraria e @ressacaliteraria_. Bjs!



terça-feira, 6 de novembro de 2018

Resenha: Meia Noite - Daniel Henrique


Título: Meia Noite 
Autor(a): Daniel Henrique
Editora: Skull Editora
Páginas: 154
Ano de lançamento: 2017
Onde comprar: Editora Skull
Sinopse: "Kate, Karen e Kassie são três jovens que foram acampar em uma cidadezinha no interior do estado de São Paulo. Quando uma delas desaparece e suas amigas saem em busca por pistas, descobrem segredos da cidade e que um assassino pode estar à solta. Elas irão contar com a ajuda de Jonathan, um detetive que mora na cidade há muitos anos e também tem um passado surpreendente naquele local."


Kate, Karen e Kassie são um trio inseparável de amigas. Fazem tudo juntas desde sempre e assim, não poderiam deixar de comemorar quando entrassem na faculdade. Acontece que como recompensa, Kate ganhou um carro de seu pai e mesmo contra a vontade do mesmo de deixá-la sair dirigindo por aí, organiza uma viagem secreta com suas amigas para o interior de São Paulo, onde passariam o final de semana acampando, e seguem sem olhar para trás.


"A dor da perda é uma dor imensa e extremamente forte, mas a dor da dúvida corrói as pessoas por dentro."

Sem conhecerem bem o local de destino (uma cachoeira), as trilhas e muito menos as lendas que rondavam o lugar, as meninas não se preocupam com o que pode acontecer ao anoitecer e por isso não tomam as devidas precauções, resultando no pior: o desaparecimento de uma delas.


"-Eu sei, mas às vezes é melhor pedirmos desculpas por algo que não fizemos do que perder uma amizade atoa."

"Meia Noite" é um suspense policial rápido, fluído e um pouco clichê. Logo no início já somos capazes de desvendar todo o enredo (quem é o assassino, quem morreu, onde foi e como) mas o que nos prende é justamente a investigação contada através de flash backs durante a trama. 


"... uma maneira de cicatrizar a ferida é sentir dor."

Os personagens me confundiram um pouco por conta dos nomes parecidos e alguns quase não apareceram enquanto mereciam mais destaque. A narrativa é bem construída mas acredito ser voltada para o público infanto-juvenil.



Sobre a parte gráfica do livro, a capa condiz com a trama, os capítulos são separados por ilustrações da floresta (bem bonitas por sinal) e as letras são bem grandes. O que mais me incomodou foram os erros de português e gramática que encontrei durante a leitura, mas nada que atrapalhasse o desenrolar obra.



É uma história curta, para se ler em algumas horas. Recomendo para quem está começando a conhecer o gênero. 

Espero que tenham gostado, um beijo e um queijo ;*