domingo, 4 de junho de 2017

Resenha: The Kiss of Deception - Mary E. Pearson

 Título: The Kiss of Deception
Série: Crônicas de Amor e Ódio (Livro 1)
Autor(a): Mary E. Pearson
Tradutor(a): Ana Death Duarte
Editora: DarkSide
Páginas: 406
Ano de lançamento: 2016
Onde comprar: SaraivaSubmarino e Lojas Americanas 

Sinopse: "Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor. O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo."


Arabella, ou melhor, Lia, é a primeira filha do reino de Morrighan e, por isso, tem obrigações a cumprir como princesa. Na cultura desse povo todas as primeiras filhas possuem um dom especial, um tipo de visão que as permite pressentir o perigo – o que faz com que muitas delas sejam transformadas em poderosas armas de guerra. Exatamente por isso, é estabelecido por seu pai um casamento da filha com o príncipe do reino de Dalbreck, na intenção de incentivar uma aliança entre os dois reinos.

"As verdades do mundo desejam ser conhecidas, mas elas não se forçam sobre a gente como as mentiras fazem. Elas vão nos cortejar, sussurrar para nós, brincar por trás de nossas pálpebras, deslizar para dentro de nós e aquecer nosso sangue, dançar ao longo de nossas colunas e acariciar nossos pescoços até que a pele fique toda arrepiada."


Entretanto, Lia quer se casar por amor, e não por um casamento arranjado sem ao menos conhecer seu noivo. Por isso, as vésperas do casamento enquanto os artesãos do reino estão preparando-a para o grade dia, desenhando em suas costas um kavah (uma espécie de tatuagem de henna com símbolos do reino de Dalbreck) que decide colocar seu plano em prática: Fugir.

 "Não é bom viver no talvez. O talvez pode ser distorcido e transformado em coisas que nunca existiram de verdade."


Enquanto luta pela sua vida e por um futuro diferente, Lia não sabe que o perigo a segue: O Reino de Venda vê em sua fuga a oportunidade perfeita de extinguir quaisquer chances de fortalecimento que os dois reinos esperavam através dessa união, assim envia um assassino para encontrar e eliminar a princesa. Ao mesmo tempo, o príncipe de Dalbreck decide sair em busca da princesa que fugiu, a fim de reparar um equívoco que poderia ter evitado toda essa situação.

O caminho desses três vai se interligar, o destino vai agir, e a vida deles vai mudar completamente. Quando ambos finalmente a encontram estabelecida em um pequeno condado, vivendo como garçonete em uma taverna com sua amiga Pauline, para onde foi em busca de liberdade, Lia não faz ideia de quem os dois homens misteriosos possam ser, muito menos que um deles é o príncipe rejeitado e o outro um assassino treinado enviado para matá-la. Porém, a missão de cada um se torna cada vez mais difícil frente às novas situações.

O perigo a cerca, Lia pode morrer ou ter seu destino modificado para sempre. Mas quem conseguirá atingir seu objetivo primeiro: O Príncipe ou o Assassino?

“Parei no cume da colina e olhei para trás, onde apenas pequenos vislumbres da baía ainda eram visíveis entre as árvores. Terravin. Agora eu entendia os monumentos. Alguns eram feitos de suor e pedra, outros eram feitos de sonhos, mas todos eram feitos das coisas que não queríamos esquecer.”


A história surpreende por ser escrita de uma maneira inovadora: o livro conta com  três perspectivas, sendo elas a da Princesa Lia, do Príncipe, e do Assassino. Que receberam os nomes de Rafe e Kaden. O único problema é que não sabemos quem é quem, com isso ficamos intrigados logo nos primeiros capítulos. Dividindo confiança entre os personagens, e desconfiando a cada minuto deles, me enganei tanto quanto Lia com seus sorrisos e artimanhas. 

Mary E. Pearson conseguiu utilizar elementos previsíveis para criar uma trama inteligente, mágica, cheia de manipulações políticas, com o amadurecimento de seus protagonistas, e ainda conseguiu encaichar um romance misterioso e um desfecho surpreendente, extremamente conflitante e de nos deixar de queixo caído.

Ainda que eu tenha gostado da história no fim, a leitura de The Kiss of Deception não foi tão envolvente ou empolgante quanto imaginei. Criei muitas expectativas, porém, em vários momentos quase desisti do livro. Só continuei por já ter começado e porque de fato, estava curiosa para saber se tinha escolhido o crush certo.

O livro está lindo. A capa é maravilhosa (só senti falta do kavah no ombro da Lia), a diagramação mais ainda, com mapas e detalhes especiais no início dos capítulos, além de possuir um marcador de cetim que dá um charme a mais.

Espero que tenham gostado, e deixem suas opiniões. 
Um beijo e um queijo ;*

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