quarta-feira, 26 de julho de 2017

Resenha: Interator - Quando game e realidade se confundem / Alexandre Almeida de Oliveira


Título: Interator - Quando game e realidade se confundem
Autor(a): Alexandre Almeida de Oliveira
Editora: Jaguatirica
Páginas: 444
Ano de lançamento: 2016
Onde comprar: Saraiva e Amazon.
Sinopse: "Marcelo é um adolescente expert em computação, mas sua família vive em grandes dificuldades financeiras e, para piorar, ele ainda sofre bullying na escola onde estuda, passando quase todo o seu tempo fantasiando com uma vida melhor. Tudo começa a mudar quando o rapaz descobre que uma empresa de games chamada 'Assertiva' está para lançar um game de interatividade absoluta - ou seja, através de um equipamento (a câmara de interação) o jogo é inserido na mente do jogador, o que lhe traz sensações físicas de estar dentro do jogo, como suor, dor e cansaço. Tentando fugir de sua vida e de si mesmo, sorrateiramente Marcelo altera a programação da máquina, pede um teste e se 'tranca' no mundo da fantasia. Apenas Fábio, seu pai, é quem poderá salvá-lo e ele será desafiado em seus próprios limites na missão de resgatar Marcelo do mundo da fantasia e trazê-lo de volta à realidade. Porém, Fábio precisará superar muitas barreiras emocionais e preconceitos desde que abandonou a família. 'Interator: quando game e realidade se confundem' é um livro emocionante que reúne problemas contemporâneas do uso de tecnologias com as antigas e complexas interações familiares."

Marcelo é um menino de 16 anos que ama informática e mora com sua mãe Vera. Mas como todo adolescente,  tem suas crises existênciais e devido as dificuldades financeiras de sua família, não consegue acompanhar o padrão de vida imposto pelas pessoas à sua volta. E por estudar na escola mais cara da cidade, acaba sofrendo bullying.

Excluído do círculo de amizade em sua escola, tem somente um amigo chamado Carlos, e mesmo com toda sua inteligência, está perto de repetir de ano. Decide então terminar com sua namorada, Marina, por não ter o mesmo padrão de vida dos demais e nem condições de levá-la ao cinema.

Abandonado por seu pai enquanto sua mãe ainda estava grávida dele, as situações só vem piorado. Tendo problemas familiares, sentimentais e escolares, vive no mundo da lua e sonha com o dia em que as coisas vão melhorar e vai deixar de ser infeliz. Vê sua chance se aproximar quando Carlos lhe conta sobre o novo concurso proposto pela Assertiva.

Assertiva é a maior empresa de vídeo-games existente no Brasil, e promete R$120.000 para quem invadir o novo sistema de jogos de interatividade total que ainda está em desenvolvimento. Avistando a grande chance de melhorar de vida, Marcelo se empenha dia e noite para alcançar seu objetivo de conseguir invadir o sistema e com isso ajudar sua mãe.

"O Projeto 'Mentor' transformava o universo dos jogos eletrônicos em uma realidade paralela. Com esse novo game, o jogador - agora chamado de 'interator' - teria as sensações reais de acordo com a ambientação previamente escolhida."

Porém, o vencedor pode ter um "test-drive" do jogo pelo mesmo valor do prêmio, e com a enorme vontade de Marcelo de sair de sua realidade e viver em um mundo onde as pessoas agissem como ele quisesse, se vê perdido em suas escolhas ao perceber que o próprio Mentor (computador onde é armazenado as informações de jogo) pode ser sua saída.

"O 'Projeto Mentor' era genial. Consumiu sete anos de desenvolvimento. Além da equipe de programadores de alto nível, Roberto trouxe para junto de si médicos neurologistas, neurocirurgiões e psicólogos, além de profissionais em cibernética e engenheiros da melhor safra."

O que ele menos esperava era se meter em uma enorme confusão quando alterasse as diretrizes de programação do Mentor e se trancasse no mundo virtual, principalmente uma da qual a única pessoa capaz de ajudá-lo seria seu pai, Fábio, até então desconhecido. 

"Mas a rede de interações entre o computador é tão complexa que este precisa ter muito boas noções do ambiente de interação para consegui-lo. Se não as tiver, o computador procurará nos arquivos mentais do interator sobre determinado assunto. É uma intensa troca de perguntas e respostas. Se não tiver estas últimas, torna-se praticamente inviável todo o jogo."

A história é instigante, porém lenta. Só consegui me prender de verdade na leitura quando ultrapassei a metade do livro. Ponto principal para isso ter acontecido foi o autor detalhar extremamente tudo e isso me incomodou um pouco. Mas é perceptível o conhecimento do mesmo em tecnologia, o que deixou a história bem interessante.

Teremos um pouco de ficção científica, fantasia, e ação, o que agrada principalmente os fanáticos por games que sonham em ter seu jogo preferido em interatividade absoluta. O final do livro é bem surpreendente e eletrizante, e tem um gancho para uma continuação que me deixou bem curiosa...

O livro em si é bem bonito, a capa tem auto relevo com detalhes em código binário e a diagramação é muito boa apesar de não ser divido em capítulos e sim em quatro partes. Vale a pena se ter na estante.


Me contem o que acharam aqui e se já lerem ou pretendem. 
Espero que tenham gostado, um beijo e um queijo ;*

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