quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Resenha: Clube da Luta - Chuck Palahniuk


Título: Clube da Luta
Autor(a): Chuck Palahniuk 
Tradutor(a): Cassius Medauar
Editora: LeYa
Páginas: 472 (com o roteiro do filme, o original possui 220 páginas)
Ano de lançamento: 2017 (1° edição em 1996)
Onde comprar: Amazon e Submarino
 Sinopse: "Será impossível manter as regras e não falar sobre esta edição de colecionador de O clube da luta. Sucesso instantâneo desde a sua publicação, em 1996, o livro consagrou Chuck Palahniuk como um dos mais importantes e criativos autores contemporâneos, e entrou para o cânone da cultura pop. Chega agora totalmente repaginado, em edição revista e atualizada, visual impactante e textos extras para comemorar os 20 anos de sua publicação. Adaptado para o cinema em 1999 por David Fincher, o que só fez aumentar sua quantidade de fãs, retrata o mundo caótico de um homem que achou ter encontrado uma forma de viver além dos limites impostos pela sociedade. Recheado pelo humor negro e violento de Palahniuk, O clube da luta trata de temas cada vez mais atuais e tem tudo para conquistar uma nova geração de leitores, além de despertar o desejo dos já aficionados. Com esta edição, renasce um clássico."



"Clube da Luta" é um livro contado por um narrador anônimo infeliz com sua vida, lutando contra sua insônia e em busca de um sentido para tudo, que frequenta grupos de apoio para as doenças que finge ter e só assim consegue descarregar suas emoções chorando e finalmente dormir. 

"É engraçado ver o que a vida te dá quando você espera o pior."

Alternado entre diversos assuntos de forma repentina, o narrador critica relações humanas, política, e a rotina comum das pessoas encontrando assim um passatempo ao saber que existem pessoas piores do que ele mesmo. 


"Um momento era o máximo que você poderia esperar de algo perfeito."

Possui um emprego, casa, salário, e tudo que uma vida normal "deve" ter, porém certo dia tudo vem à tona e a partir do momento em que nosso narrador sem nome conhece Tyler Durden, o idealizador do Clube da Luta, embarcamos em uma viagem completamente louca. 

Tyler Durden é um homem de temperamento duvidoso, controlador e até mesmo violento que trabalha como garçom em festas de elite, projetista de filmes no cinema local e fabricante de sabonetes, contudo, acredita ter encontrado finalmente uma maneira de viver fora dos padrões e limites da sociedade com suas regras sem sentido, e tudo começa com um pedido de um soco na cara que logo após vira o clube da luta com homens se reunindo em porões para lutarem e fugirem de suas frustrações. As regras são claras, e você não pode se esquecer de que você não é você no clube da luta, mas são todos iguais. 


"Regras do Clube da Luta:
1 - Você não fala sobre o clube da luta
2 - Você não fala sobre o clube da luta
3 - Quando alguém diz 'pare' ou fica desacordado, mesmo que esteja fingindo, a luta acaba
4 - Apenas duas pessoas por luta
5 - Uma luta por vez
6 - Sem camisa e sem sapatos
7 - As lutas duram o quanto tiverem que durar"

Em busca de derrotar as amarras do capitalismo a filosofia de Tyler é clara, "só quando você está no fundo do poço, é que você enxerga o real sentido da vida" e com isso, somos levados a acreditar que nos tornando consumidores tudo estará resolvido, o que não acontece em razão de sermos seres humanos bem mais complexos do que se pode imaginar.

No meio de toda a loucura que é "Clube da Luta" conseguimos entender que o clube é uma forma de fuga para sentimentos mal resolvidos. Durante a trama conhecemos outros personagens com devida importância e que fazem diferença na trama, assim como Marla. 
É um livro com poucos diálogos, o que quero dizer é que a maioria das conversas são narradas pelo "narrador sem nome", o que nos dá somente o ponto de vista do mesmo e por isso ficarmos cada vez mais imersos nesta loucura.


“Você não é o que você faz para viver. Você não é sua família e não é quem pensa que é…
— Você não é seu nome…
— Você não é os seus problemas…
— Você não é a idade que tem…
— Você não é suas esperanças.“


A obra aborda vários questionamentos importantes, nos faz refletir e o plot twist me surpreendeu bastante já que sempre fugi dos spoilers e nunca nem assisti ao filme por querer ler o livro antes. Para quem não sabe, o livro foi transformado em filme com a direção de  David Fincher e Brad Pitt no papel de Tyler em 1999 e dizem ser bem fiel à obra.

É um livro insano, que me tirou totalmente da zona de conforto e posso dizer até que perturbou um pouco. A forma como Chuck construiu uma história sob o ponto de vista de um personagem totalmente destruído e explorou a natureza humana de forma inumana, foi uma baite experiência de leitura.



A escrita em geral do autor não me cativou, o que me fez pensar em desistir da leitura algumas vezes. Foi extensiva onde não precisava e vaga onde necessitava de mais. No geral é um livro que recomendo já que cada pessoa entende de uma forma. 

A edição de colecionador da editora ficou incrível, as letras são confortáveis para leitura, com fonte e tamanho agradáveis, as páginas amareladas e o livro é todo detalhado em vermelho. A lombada é de pano e a capa parece papelão, não consegui identificar, mas de material bem resistente. Além de possuir ilustrações nas contra-capas que dizem muito sobre a história, só tenho elogios. 

Espero que tenham gostado, um beijo e um queijo ;*

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