quarta-feira, 30 de maio de 2018

Resenha: A longa e Sombria Hora do Chá da Alma - Douglas Adams.






Título: A Longa e Sombria Hora do Chá da Alma. 
Autor(a): Douglas Adams.
Editora: Novo Século.
Páginas: 224
Ano de lançamento: 2016.

Sinopse: Do autor da série O Mochileiro das Galáxias, 1,5 milhões de exemplares vendidos no Brasil. “Adams não deixa que nem um mínimo de senso comum se infiltre neste livro, que combina fantasia, hilariedade e terrores horripilantes. As ramificações da trama são maravilhosas, cruéis e irresistíveis.” – Publishers Weekly Kate Schechter devia ter prestado atenção aos avisos que o universo tentava lhe dar. No aeroporto de Heathrow, prestes a embarcar para a Noruega, a americana pensa em todos os sinais que lhe diziam para não fazer aquela viagem. Ainda assim, ela não está nem um pouco preparada para a explosão do balcão de check-in, que destrói parte do terminal. Enquanto isso, no norte de Londres, o detetive Dirk Gently está no fundo do poço: sem dinheiro, vive de bicos como quiromante numa tendinha. Refletindo sobre seu fracasso, ele lembra de repente que, na verdade, tem um cliente e está absurdamente atrasado para o encontro aquela manhã. Porém, o investigador chega tarde demais. Sentindo-se culpado pela sina do homem, ele resolve mais uma vez fazer uso da interconexão de todas as coisas e vê uma ligação do seu caso com os estranhos eventos no aeroporto. Abrindo caminho em meio aos elementos mais absurdos, Dirk se depara com uma máquina de refrigerante que aparece nos lugares mais improváveis, uma águia hostil que insiste em atacá-lo, um hospital sinistro para casos exóticos, horóscopos insultuosos e uma calculadora de I Ching. Neste delicioso livro que dá continuação à série de Dirk Gently, o leitor sesurpreenderá ao observar como todas as peças do quebra-cabeça se encaixam para formar uma trama genial e hilária. *** 'Segundo Adams, a força unificadora do universo é uma potente incoveniência. Ele cria um mundo em que aparentes insignificâncias se acumulam para compor uma farsa astronômica. O épico é trivial, o trivial é épico. Com uma escrita habilidosa e uma história engenhosa, Adams exibe tramas ágeis e um humor revigorante e inteligente.' - The New York Times Quando o balcão de check-in do aeroporto de Heathrow é consumido em uma bola de fogo, os grupos de sempre tentam assumir a responsabilidade. Até a companhia estatal de combustíveis nucleares se apressa para emitir um comunicado afi rmando que a situação está sob controle e que o local da explosão daria um ótimo lugar para levar as crianças para fazer um piquenique, antes de enfim ser obrigada a admitir que aquilo não tem nada a ver com ela. Não se descobre nenhuma causa para a explosão – ela é apenas considerada um “ato divino”. Mas, pensa Dirk Gently, que deus estaria no Terminal 2 do aeroporto tentando pegar um voo para Oslo? E o que esse acidente tem a ver com o último cliente do detetive, cuja cabeça foi encontrada sobre o LP do single de sucesso “Batata quente”? Esse é só o começo de uma trama mirabolante característica de Douglas Adams – aonde ela vai dar, é impossível que qualquer um preveja. Com um título que faz referência ao tédio de um ser imortal, citado na série O Mochileiro das Galáxias, A longa e sombria hora do chá da alma é mais uma obra irônica e divertidíssima protagonizada por Dirk Gently. No fi m desta história, o leitor terá a dimensão da vida, do universo e de tudo mais. É só esperar receber a fatura do detetive. 'Douglas Adams trouxe a perspicácia para a ficção científica. Algumas de suas frases piadas entraram suas frases e piadas entraram para o vocabulário, mudando a forma como as pessoas falam, Adams criou um mundo à parte e foi a ponte entre a ciência e a cultura pop.' - Stephen Fry


Douglas Adams é muito intenso. O início da leitura é muito massante. O autor detalhe muito os acontecimentos, beirando ao irritante. Coisas desnecessárias como o que tem na geladeira. Acaba perdendo o foco da história e levando o leitor a lugares desnecessários da trama.

Pensei em desistir da leitura logo nas primeiras páginas, mas insiste porque queria dar uma chance ao livro. A história começa a ficar interessante após as 100 primeiras páginas, onde o leitor começa a ter uma pequena noção de onde a leitura está indo.

Douglas mistura muitas informações, muitos acontecimentos e poucas explicações para os casos. Não li nenhuma outra obra do autor, então não sei se faz parte da sua escrita esse tipo de enredo. Embora o caso que está sendo investido pelo detetive Dirk integrar o leitor, não chega a dar gerar uma super-curiosidade, que geralmente nos leva a devorar os livros de investigação.

 A história não é ruim (apesar de que a mistura de deuses com geladeiras e outras façanhas não tenha funcionado muito bem, ao meu ponto de vista), mas poderia ser escrita de uma forma mais fluida, que prendesse mais o leitor ao desenrolar da história. As muitas informações não tem conexão, deixando sem explicação partes da história. Acho que o autor quis encher linguiça e acabou perdendo o fio da meada.
Algumas falas engraçadas e imprevisíveis foram o que salvaram o livro para mim.

Enfim, não foi a pior leitura da minha vida, mas eu tinha mais expectativas em relação não só ao livro, mas também ao autor.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Resenha: Eleanor & Park - Rainbow Rowell



Título: Eleanor & Park. 
Autor(a): Rainbow Rowell.
Editora: Novo Século.
Páginas: 328.
Ano de lançamento: 2014.

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.


Comecei a ler Eleanor & Park com muitas expectativas. Particularmente, não sou fã de romances. Porém, pela descrição do livro e pelas resenhas que tive a oportunidades de ler, pensei que fosse mais um livro sobre uma "aventura adolescente", onde dois jovens se apaixonam e vivem as loucuras do amor.
Sim, se apaixonam. 


Mas não tem aventura. Não tem enredo, não sei nem se posso dizer que existe uma história por trás. Basicamente, podemos resumir o livro em duas palavras, sendo elas: melação e monotonia.


Das 328 páginas do livro, só as primeiras 50 me prenderam e o finalzinho. A narrativa não desenvolve em momento algum. Nada acontece, além do casal clichê dizendo e pensando o tempo inteiro em como se amam. Um grude que beira ao irritante. Uma melação que chega a dar diabetes.


A história é tão melosa que se eu lesse ser saber quem fora o autor, arriscaria Nicholas Sparks. Deprimente no mesmo nível.


Em contrapartida, gostei muito das referências musicais dos anos 80. Park seria o que chamamos hoje de Geek. O garoto gostava muito de músicas e histórias em quadrinhos, como X-men, por exemplo.


Algumas partes do livro ficaram totalmente sem explicação. O final é realmente surpreendente, porém poderia ter sido melhor desenvolvido.   


Não indico a leitura para quem gosta de livros que prendem o leitor. Pois esse passou longe. No mais, não é péssimo, a leitura não chega a ser massante, porém também não deixa aquele "gostinho de quero mais".

Acompanhem outras resenhas no @thataressacaliteraria. bjss 



domingo, 20 de maio de 2018

Resenha: Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green.




Título: Tartarugas Até Lá Embaixo.
Título original: Turtles All the Way Down.
Autor(a): John Green.
Editora: Intríseca
Páginas: 272
Ano de lançamento: 2017

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido. Quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo- compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância, Tartarugas Até Lá Embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e por que não? - peculiares répteis neozelandeses.


Quem conhece as narrativas do João Verde John Green, sabe como ele é bom em elaborar romances adolescentes meio sem sal, meio sem graça. Em "Tartarugas Até Lá Embaixo" não foi diferente. Aza começa a ter sentimentos por um velho amigo, logo no início do livro. Mas, na minha humilde opinião, o romance vai esfriando ao longo das páginas. Nada muito intenso, que deixe o leitor de peito apertado e queixo caído. 


Embora o "romance" seja bem fraco no livro, conhecemos - ou pelo menos temos a oportunidade de ter uma pequena noção - de como funciona a mente incontrolável de quem sofre com transtornos mentais, neste caso, TOC e ansiedade. 


"O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo."


Acredito que muitos leitores com transtornos psicológicos tenham se identificado com a protagonista, Aza. A forma como John retrata o nervosismo e como isso afeta não só o portador da doença, como todos ao seu redor, é a realidade de muitos. O medo excessivo, as paranóias, e principalmente os "pensamentos intrusivos" - assim chamados no livro - mostram como é difícil e agonizante não conseguir controlar a própria mente e se sentir refém dela. 


A história em si, perdeu um pouco do brilho em decorrer da narrativa. Comecei a ler muito animada, mas em certos pontos, gostaria  de ter me envolvido mais, tanto com os personagens, quanto no enredo. 


"É muito raro encontrar alguém que veja o mesmo mundo que o seu."


Comparando com as obras do mesmo autor, "Tartarugas Até Lá Embaixo" não é a melhor, mas também passa longe do título de pior. Green acertou em cheio ao abordar um tema muito importante e pouco debatido, principalmente entre os jovens, seu público alvo. A trama vale a pena ser lida e refletida, nos colocando no lugar daqueles que sofrem de algum transtorno e merecem atenção e compreensão. A escrita de John é fácil e fluída, levando o legente a terminar a leitura em pouco tempo.


"Posso resumir as três palavras o que aprendi com a vida: a vida continua."


O livro físico é um amorzinho. A capa, com o desenho de uma espiral, assim como o título peculiar, começam a fazer sentido quando nos é explicada a expressão "tartarugas até lá embaixo" já no final da leitura. As folhas são resistentes e o tamanho do livro é o mesmo de "As Culpa é das Estrelas", por exemplo. De um modo geral, o livro é simples e bonito. 



Até a próxima resenha. Fiquei por dentro acompanhando o instagram @thataneumann. Bjsss


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Resenha: Rio dos Ventos - Fabiano Alexandria


Título: Rio dos Ventos
Autor(a): Fabiano Alexandria
Editora: Autografia
Páginas: 222
Ano de lançamento: 2017
Onde comprar: Autografia Editora


Sinopse: "Antônio e Ângelo são frades do Convento Santo Antônio, que, assim como a Igreja, faz parte do complexo São Francisco, local repleto de histórias, cujo início das construções datam de 1588. Este palco histórico já foi utilizado como fortificações durante as invasões holandesas onde, até os dias atuais, várias lendas resistem ao tempo – como a de um túnel que teria sido edificado com a finalidade de servir como roteiro de fuga até o Rio Sanhauá, afluente do Paraíba. Ambos descobrem que a lenda do túnel é realidade e que muito mais coisas estão escondidas ou esquecidas pelo tempo. Entretanto pessoas erradas e influentes também tinham o conhecimento dessas descobertas e de seu valor incalculável.
Frei Antônio teria que ter a coragem para expor tudo antes de ser tarde demais, mas nada saiu como planejara. Iniciou-se uma caçada a todos que sabiam do segredo. As ordens foram bem claras! A informação não poderia chegar as pessoas externas. Bernard Souza e Vanessa Torres, dois agentes policiais, passaram a seguir o rastro de sangue por vários pontos históricos e turísticos da cidade. Ambos se depararão com pistas, onde as histórias das mesmas primeiramente deverão ser compreendidas, para que finalmente tudo possa vir à tona em busca de um desfecho surpreendente, capaz de remodelar os livros de história."

"Rio dos Ventos" começa com uma narração angustiante sobre os últimos momentos de vida do Frei Antônio e a partir daí, uma caça ao tesouro começa com uma investigação policial guiada pelos policiais Bernard e Vanessa seguindo pistas de sangue encontradas pelo caminho. 


"Os Reis Magos adoravam Cristo e o proclamam com presentes místicos que simbolizam a realeza através do ouro, da divindade através do incenso, e por fim de que havia assumido a condição de mortal, com a mirra."

Um mistério envolvente e instigante é construído incrivelmente bem neste livro e de forma leve e fluída. Enigmas precisam ser desvendados e a história da cidade revisada para que esse crime possa ser solucionado e o assassino detido, com isso somos imersos de cabeça na trama.

"Existia até um ditado, fulano perdeu as tribeiras, que se repete até os dias atuais e que tem uma de suas versões de origem nestes significados."

Alguns momentos foram previsíveis mas no geral foi o livro foi bem desenvolvido. Os personagens foram bem construídos, a trama foi bem guiada, possui muita ação e suspense, e ainda nos dá realmente a sensação de sermos os personagens. Além de tudo, um romance também é citado e o final foi surpreendente, explicando exatamente o título do livro.


"Desde os primórdios, o motivo que move o mundo é exatamente aquilo que leva as pessoas a pensarem no dinheiro, no poder, no sexo, na fé ou na ambição. É a sensação que o ser humano tem de estar saciado que move o mundo - é o desejo."

O autor possui uma narração rica em detalhes onde podemos nos ver nos cenários descritos sem dificuldade. A diagramação ficou simples mas confortável para a leitura com letras de um bom tamanho, páginas amarelas e uma capa que diz muito sobre o livro.





"...seja lá de quem for e por mais profundo que fossem os relacionamentos, ambição sempre será capaz de as destruir."

Super recomendado aos fãs de aventura, suspense e história! 

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Resenha: Engenharias do Amor - Rebecca Romero


Título: Engenharias do Amor 
Série: Empire State (Livro 2)
Autor(a): Rebecca Romero
Editora: Independente
Páginas: 294
Ano de lançamento: 2017
Onde comprar: Amazon (Ebook)


Sinopse: "Luke O’Hara está fazendo uma mudança drástica em sua vida: ele se demitiu do seu emprego. Ele quer mais. E ainda mais. Ele quer que Gillian confie nele para contar seus detalhes pessoais em vez de apenas acompanhá-lo para tomar cerveja enquanto conversam sobre séries e filmes.
Gillian Hopkins é focada em sua carreira de empreendedora digital e envolve poucas pessoas em sua vida pessoal. Entretanto, o irmão de sua afiliada e melhor amiga passou a ficar envolvido demais. Mais do que conversas em um bar, porque Gillian gosta da presença de Luke, e isso é um problema. Há coisas dolorosas em sua vida que ela prefere não emitir.
Sentar no sofá com uma taça de vinho na mão pode ser relaxante. Mas quando o coração faz companhia, o vinho pode derramar."

"Engenharias do Amor" é o segundo livro da série Empire State e tem como foco Gillian, amiga e sócia de Margot (protagonista do primeiro livro da série), e Luke, irmão de Margot. 


"Às vezes ainda me choca em como as amizades podem ser tão intensas e tão naturais."

Este é um livro clichê, mas não clichê, que surpreende por ser focado em dois personagens com personalidades fortes e que enfrentaram muitos obstáculos na vida somente para seguirem seus sonhos. Cada um com suas barreiras, medos e anseios, neste volume da série somos capazes de conhecer os motivos que os fizeram ser quem são e a razão de lutarem tanto quando percebem um romance surgindo. 


"Não fiquem parados, temendo o que pode ou não acontecer. Deixa a vida andar, que ela sempre nos leva ao lugar certo algum dia."

Falando em romance, a autora soube construir muito bem a trama para que não ficasse chata, repetitiva e "normal" demais ao mesmo tempo em que conseguimos perceber que os personagens são "gente como a gente". 

"Você é feroz e o amor lhe faz mais feroz ainda."

O relacionamento de Luke com sua filha Reagan Piper foi ainda mais explorado trazendo leveza para a história e nos mostrando o ponto de vista e dificuldades de um pai solteiro. Assim como o relacionamento de Gillian com seus pais finalmente nos é apresentado e mata todas as dúvidas e curiosidades a respeito do livro anterior. 


"Nosso amor tem o poder de transformar uma conversa entre pai, filha e cachorro em um milagre. Yup, eu definitivamente fui abençoado"

Como sempre a escrita da Rebecca foi leve e fluída com um toque de comédia que eu adoro. Recomendo!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Resenha: Intergaláctica - F. P. Trotta


Título: Intergaláctica
Série: Intergaláctica (Livro 1)
Autor(a): F. P. Trotta
Editora: Livros Ilimitados
Páginas: 279
Ano de lançamento: 2015
Onde comprar: Loja F. P. Trotta 
Sinopse: "Uma conspiração para controlar o rumo da mais importante expedição espacial da história da humanidade. 3 de Maio de 2031 - No dia de lançamento da aguardada expedição da NASA para explorar a lua de Júpiter, uma das candidatas para habitar vida extraterrestre, a psiquiatra Amanda Collins acorda de um coma após meses batalhando contra uma meningite aguda. Junto com seus pacientes Stryker, Ripley e sua amiga Lina, eles descobrem que fazem parte de um crescente quebra-cabeça envolvendo uma corporação geopolítica underground chamada A Firma, que planeja sabotar a missão, usufruindo de uma nova tecnologia para saquear a nave e destiná-la para um planeta habitável localizado dezessete anos luz da Terra. O quarteto então inicia uma operação para descobrir a verdade por trás da conspiração, mergulhando de cabeça na maior expedição planetária da história da humanidade."


"Intergaláctica" é o primeiro livro de uma série de ficção científica e fantasia. Com um enredo que surpreende a cada novo capítulo, somos apresentados a uma trama inovadora que apresenta diversos aspectos políticos da atualidade de forma descontraída, ao mesmo tempo nos faz questionar os mesmos, inteligente e bem construída, apesar de confusa em alguns momentos. 

"-Todo dia eu penso no tempo que me foi dado na minha vida e como será o fim dela."

Descobrimos juntamente com o autor um novo mundo nos faz viajar na imaginação com criaturas e paisagens bem descritas, a ponto de ficarmos intrigados com a possibilidade de que realmente exista (já que não é possível a Terra ser o único planeta habitável do universo com a quantidade de galáxias e planetas existentes, na minha opinião, é claro).

"É incrível o número de pessoas que conheço a cada dia que são completamente ausentes de qualquer capacidade de identificar erros óbvios."

Os personagens são bem construídos, cada um com sua personalidade, fortes, marcantes e essenciais em cada momento da história. No entanto, as coisas começam a ficar confusas quando o mundo de fantasia é finalmente apresentado. Com um, talvez, excesso de informação de uma só vez, muitas vezes me encontrei perdida na leitura e até mesmo desanimada para finalizar a mesma, mas continuei e o final surpreendeu mas também deixou várias pontas soltas que acredito serem solucionadas no próximo volume da série.


"-Eu sei que existem muitos outros mundos. Muitos mares e florestas. Uma infinidade de tipos, raças. Eu não consigo entender como chegamos tão longe como sociedade com mentes tão estreitas, uma estupidez alucinante. É realmente o equivalente de se pensar como um animal, de alguma forma. Eu vejo como a maioria das pessoas é tão frustrada, deprimida e tomam decisões drásticas a todo momento. Porque todos se abastecem em tanto de emoções violentas. É porque eles são todos incompreensivelmente estúpidos."

A diagramação do livro foi a parte que mais incomodou, já que é possível encontrar diversos erros de digitação, concordância e acentuação, desestimulando um pouco a leitura. Porém, a capa é o que mais chama a atenção por ser linda, além disso,  o livro possui diversos detalhes em ilustrações na parte de dentro, enriquecendo ainda mais a edição.

"Você está tentando ver racionalmente, algo irracional. O mundo não é tão preto e branco assim. Seu ponto de vista cínico sobre tudo vai ser sua ruína."

No geral, é um livro que indico para os fãs do gênero.




"O pior tipo de pessoa é aquela que fica em cima do muro."


"-Vocês, terráqueos, sempre querem poder contar com a certeza. Não se preocupem... tudo se revelará sozinho."

Me contem aqui se já leram e o que acharam, um beijo e um queijo ;*