domingo, 20 de maio de 2018

Resenha: Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green.




Título: Tartarugas Até Lá Embaixo.
Título original: Turtles All the Way Down.
Autor(a): John Green.
Editora: Intríseca
Páginas: 272
Ano de lançamento: 2017

Sinopse: A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido. Quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo- compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância, Tartarugas Até Lá Embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e por que não? - peculiares répteis neozelandeses.


Quem conhece as narrativas do João Verde John Green, sabe como ele é bom em elaborar romances adolescentes meio sem sal, meio sem graça. Em "Tartarugas Até Lá Embaixo" não foi diferente. Aza começa a ter sentimentos por um velho amigo, logo no início do livro. Mas, na minha humilde opinião, o romance vai esfriando ao longo das páginas. Nada muito intenso, que deixe o leitor de peito apertado e queixo caído. 


Embora o "romance" seja bem fraco no livro, conhecemos - ou pelo menos temos a oportunidade de ter uma pequena noção - de como funciona a mente incontrolável de quem sofre com transtornos mentais, neste caso, TOC e ansiedade. 


"O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo."


Acredito que muitos leitores com transtornos psicológicos tenham se identificado com a protagonista, Aza. A forma como John retrata o nervosismo e como isso afeta não só o portador da doença, como todos ao seu redor, é a realidade de muitos. O medo excessivo, as paranóias, e principalmente os "pensamentos intrusivos" - assim chamados no livro - mostram como é difícil e agonizante não conseguir controlar a própria mente e se sentir refém dela. 


A história em si, perdeu um pouco do brilho em decorrer da narrativa. Comecei a ler muito animada, mas em certos pontos, gostaria  de ter me envolvido mais, tanto com os personagens, quanto no enredo. 


"É muito raro encontrar alguém que veja o mesmo mundo que o seu."


Comparando com as obras do mesmo autor, "Tartarugas Até Lá Embaixo" não é a melhor, mas também passa longe do título de pior. Green acertou em cheio ao abordar um tema muito importante e pouco debatido, principalmente entre os jovens, seu público alvo. A trama vale a pena ser lida e refletida, nos colocando no lugar daqueles que sofrem de algum transtorno e merecem atenção e compreensão. A escrita de John é fácil e fluída, levando o legente a terminar a leitura em pouco tempo.


"Posso resumir as três palavras o que aprendi com a vida: a vida continua."


O livro físico é um amorzinho. A capa, com o desenho de uma espiral, assim como o título peculiar, começam a fazer sentido quando nos é explicada a expressão "tartarugas até lá embaixo" já no final da leitura. As folhas são resistentes e o tamanho do livro é o mesmo de "As Culpa é das Estrelas", por exemplo. De um modo geral, o livro é simples e bonito. 



Até a próxima resenha. Fiquei por dentro acompanhando o instagram @thataneumann. Bjsss


Nenhum comentário:

Postar um comentário