terça-feira, 18 de setembro de 2018

Resenha: Assassinato no Expresso Oriente - Agatha Christie.





Título: Assassinato no Expresso Oriente.
Autora: Agatha Christie
Número de páginas: 274.
Editora: L&PM POCKET
Edição: 2014.

Onde comprar: Saraiva e Amazon. 


Sinopse: É perto da meia-noite quando a neve acumulada sobre os trilhos interrompe a jornada do Expresso Oriente, o mais famoso e luxuoso trem de passageiros do mundo, que liga a Ásia à Europa. A bordo, milionários, aristocratas, empregados – e um assassino. Porém, no mesmo vagão encontra-se ninguém menos que Hercule Poirot. Caberá ao meticuloso detetive investigar todos os passageiros e descobrir a identidade do ousado criminoso. Christie propõe um fascinante enredo nos moldes do clássico subgênero do “locked room” (“mistério do quarto fechado”), em que o crime ocorre num local isolado, e a suspeita recai sobre todos os presentes. Publicado em 1934, o romance foi levado com estrondoso sucesso ao cinema pelo diretor Sidney Lumet em 1974, com Albert Finney, Lauren Bacall, Sean Connery, Jacqueline Bisset e Ingrid Bergman no elenco – até hoje uma das mais aclamadas adaptações jamais feitas de um clássico da literatura de mistério.



O livro é dividido em três partes.
1.     Os fatos;
2.     Os depoimentos;
3.     Hercule Poirot senta-se para pensar.

Hercule Poirot é um detetive que não fica atrás do famoso Sherlock Holmes. Quando um passageiro do Expresso Oriente é encontrado morto a facadas, cabe a ele identificar o criminoso que cometeu o assassinato.

Enquanto na primeira parte do livro conhecemos alguns dos personagens, o local do crime e o ambiente onde se desenrola a trama, o detetive embarca de Istambul com destino a Londres.

Na segunda parte do livro, todos os passageiros do trem são ouvidos por Poirot. Conhecemos não só as personalidades e as diversas nacionalidades dos passageiros, como também observamos as diferentes técnicas que o detetive aplica, de acordo com cada envolvido. Achei muito interessante a autora ter criado e aplicado essas abordagens, proporcionando o autor a entender a linha de raciocínio de Poirot, sem que houvesse uma explicação das atitudes do próprio personagem.


“O impossível não pode ter acontecido. Consequentemente, o impossível é possível, a despeito das aparências.”


A terceira parte é com certeza a mais relevante. Depois de lermos todos os depoimentos dos passageiros – sobre onde estavam e o que faziam durante a noite do assassinato – criamos conclusões, porém o enredo da várias reviravoltas que nos fazem repensar. A solução do caso? Realmente surpreendente...

Apesar de sempre ter ouvido falar de Agatha Christie, esse foi meu primeiro contato com a rainha do crime. Com personagens extremamente bem construídos, Christie desenvolve uma história rápida, fluída, que prende o leitor com facilidade.

Uma singularidade que me chamou atenção na escrita da autora, foi o fato da narrativa ser muito objetiva. Toda a história é contada sem a famosa “encheção de linguiça”, algo que observo muito em livros de mesmo gênero.


O livro tem poucas páginas e é encontrado em várias edições. A minha é a Pocket – também conhecida como “versão de bolso” – e me atendeu perfeitamente, apesar do tamanico.

Gostei muito do tipo do exemplar e com certeza lerei mais obras da Agatha Christie. Já estou ansiosa para desvendar mais mistérios!

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Bjxx, até a próxima resenha!



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