terça-feira, 23 de outubro de 2018

Resenha: Pó de Lua nas Noites em Claro - Clarice Freire.



Foto autoral.




Título: Pó de Lua nas Noites em Claro
Autor(a): Clarice Freire.
Editora: Intríseca
Páginas: 208
Ano de lançamento: 2016.

Onde comprar: Amazon.



Snopse:

Quando a noite fica mais escura e as ruas se calam, a maior parte das pessoas dorme e sonha. Algumas, porém, preferem o silêncio para sonhar acordadas. Clarice Freire, autora do best-seller ''Pó de lua'', faz parte desse grupo. É nessa hora que costuma criar suas poesias e seus desenhos.
Em seu segundo livro, ''Pó de lua nas noites em claro'', ela vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando uma hora a cada capítulo, da meia-noite ao amanhecer. Além dos versos que conquistam o público desde 2013, quando foi criada a página ''Pó de lua'' no Facebook, Clarice alterna passagens em prosa e poesia, acompanhando sua personagem durante um longo e mágico passeio pela cidade quase deserta.
Com um humor delicado e muita sensibilidade, a autora desvenda a angústia e a alegria daqueles que preferem a noite ao dia. Com lápis de cor e tinta nanquim, Clarice ilumina a escuridão e continua fiel à missão de Pó de lua: diminuir a gravidade das coisas.





Pó de Lua nas Noites em Claro releva muito em poucas palavras. Clarice esbanja sensibilidade em forma de versos e desenhos feitos de forma singela. Como a própria autora denominou, o resultado do livro são poesias desenhadas ou desenhos poéticos feitos para diminuir a gravidade das coisas.


“Abri a gaiola do imaginário, então libertei os sonhos contidos.
Voaram com o vento por toda a casa como se não fossem mais proibidos.”


O livro é composto por seis partes intituladas:

00:00 – as ruas se calam.
01:00 – a boca se cala.
02:00 – o pensamento fala.
03:00 – os moradores da noite.
04:00 – os primeiros raios de sol.
05:00 – sentimentos dourados.


Os capítulos foram divididos em horários da madrugada, do seu início até o amanhecer. A personagem de Clarice não consegue vencer a insônia e sai pelas ruas em busca de encontrar a si mesma.

“...E saber porquê afinal, fugi da cama.
É que a cidade não entende a agonia de quem ama.”

Durante sua aventura noturna, Clarice fala de amor, solidão, descobrimento, angustia e perigos. Os pensamentos viram versos, rabiscos e até personagens, que se conectam e dão ao livro um tom singelo de poesia inocente.




A obra é fácil e de leitura rápida, contendo poucas palavras, espalhando as mensagens pelas páginas. Entre traços e rabiscos a autora transmite a mesma emotividade do primeiro volume, “Pó de Lua”, mas dessa vez, em uma versão noturna.

“Algumas vezes preciso partir para não quebrar”.

A humildade dos versos foi o que mais me chamou atenção no livro. A poesia é leve, fluída. Qualquer pessoa lê, qualquer um entende. São mensagens que provavelmente estão tão dentro de nós, quanto dentro de Clarice.

Diferente de outros livros de mesmo gênero, toda a obra faz sentido. Apesar de ser fantasiosa, a mensagem foi passada de uma forma bem simples, sem desvalorizar a percepção da autora.





“Mas me atrai saber que ninguém vai pegar um barco até minha rua.”


O livro físico se tornou um dos mais bonitos da minha estante, senão o número um. Em papel Soft de 80g (folha durinha) e com acabamento amarelo na lateral das folhas, a edição ilustrada se encaixa perfeitamente com a genuinidade da escrita.

Indico principalmente para os amantes dessa mescla de palavras e sentimentos. Me identifiquei muito com alguns trechos e acredito que não tenha sido a única.


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